Orientação do Dia
17 jan
Certamente, a nossa realidade diária é uma sucessão interminável de mudanças. Contudo, nós que invocamos o Daimoku da Lei Mística e que nos dedicamos ao avanço de Kosen-Rufu não nos rendemos ao turbilhão das marés da impermanência que levam ao sofrimento. Ao contrário, transformando as mudanças num ímpeto para acumular boa fortuna eterna, empreendemos vidas repletas de alegria.

Nam-myoho-rengue-kyo

“É a Lei última ou verdade do universo, de acordo com os ensinos de Daishonin. Nichiren ensinou primeiro a invocação de Nam-myoho-rengue-kyo a um pequeno grupo de pessoas no templo Seicho-ji, na sua região natal de Awa, no Japão, a 24 de Abril de 1253. Significa literalmente ‘devoção a Myoho-rengue-kyo.’ Myoho-rengue-kyo é a forma japonesa de leitura do título chinês do Sutra do Lótus, que Nichiren considera como a essência do sutra, juntamente com o prefixo nam (uma alteração fonética a partir de namu), que aplicado à frase significa devoção ao título e essência do Sutra do Lótus. Nichiren identifica Nam-myoho-rengue-kyo com a Lei universal ou princípio, implícito no significado do texto do sutra.” (Dicionário de Budismo da Soka Gakkai, p.424)

Nam deriva da palavra sânscrita namu, que significa “devotarmo-nos.”

Myoho significa a Lei Mística – a verdade ou princípio subjacente que governa o funcionamento misterioso do universo e da nossa vida momento a momento. Myoho refere-se à própria essência da vida, que é “invisível” e para além da compreensão intelectual.

Rengue significa flor de lótus. O lótus floresce e produz sementes ao mesmo tempo, e, assim, representa a simultaneidade de causa e efeito.

Kyo significa literalmente sutra, a voz ou ensino de um Buda. Neste sentido, também significa som, ritmo ou vibração. Num sentido amplo, kyo transmite o conceito de que todas as coisas no universo são uma manifestação da Lei Mística. (Fonte: “Chanting Nam-myoho-renge-kyo, www.sgi-uk.org)

“Quando invocamos Nam-myoho-rengue-kyo, estamos simultaneamente a invocar o nome e a convocar a natureza de Buda nas nossas vidas e nas vidas dos outros. Quando a nossa fé vence a nossa dúvida e ilusão interiores, o poder da nossa natureza de Buda inerente é convocado pelo som do nosso daimoku e manifesta-se espontaneamente nas nossas vidas. O ponto-chave que separou o budismo de Nichiren Daishonin das outras escolas Budistas do seu tempo foi o estabelecimento deste meio concreto para atingir a Budicidade. E a partir do momento em que pela primeira vez declarou Nam-myoho-rengue-kyo até ao último momento da sua vida, Daishonin lutou ardentemente para ensinar este caminho supremo de iluminação às pessoas espalhadas pelo mundo.” (Daisaku Ikeda, ensaio sobre o Gosho “Sobre Atingir a Budicidade Nesta Vida”)

Em “Como Aqueles Que Inicialmente Aspiram Seguir o Caminho Podem Atingir a Budicidade Através do Sutra do Lótus”, Daishonin afirma: “Quando reverenciamos Myoho-­rengue­-kyo inerente na nossa própria vida como o objecto de devoção, a natureza de Buda dentro de nós é convocada e manifesta-se através da invocação de Nam-myoho-rengue-kyo. Isto é o que o Buda quer dizer quando afirma “Como ilustração, quando um pássaro engaiolado canta, outras aves que voem no céu e o ouçam vão ser convocadas e vão reunir-se à sua volta, e quando as aves que voam no céu se reunirem, o pássaro engaiolado lutará com todas as suas forças para se libertar. Quando invocamos a Lei Mística com as nossas bocas, a nossa natureza de Buda, sendo chamada, vai invariavelmente emergir.” (WND, 887) (Daisaku Ikeda, ensaio sobre o Gosho “Sobre Atingir a Budicidade Nesta Vida”)